Era 8 de outubro de 2025 quando a prefeitura de Brusque, em meio a uma série de reportagens e denúncias do Jornal EsporteSC, anunciou que o problema da umidade e goteiras na Arena Brusque seria, finalmente, resolvido.
Quatro meses se passaram, no entanto, e nada mudou: 2026 começou exatamente como terminou 2025. O anúncio da prefeitura, divulgado no próprio site oficial e também enviado a toda imprensa garantia que a obra começaria ainda naquele mês e resolveria, de vez, o problema do telhado.
Na oportunidade, o vice-prefeito Deco Batisti, ao lado do superintendente Luiz Paulo Souza, e de representantes da empresa Ather Serviços de Engenharia Ltda confirmaram o recebimento de um repasse de R$ 500 mil da deputada Estadual Ana Campagnolo (PL), que, enfim, viabilizaria a obra.
“Esse recurso vai garantir mais segurança e melhores condições para os atletas, evitando incidentes como os que já ocorreram durante os Jogos Comunitários”, declarou o prefeito André Vechi na ocasião. O dinheiro caiu no caixa, mas a obra, ainda não se sabe o porquê, não começou.

Prefeito promete, mas não cumpre
Essa não foi a primeira vez que Vechi garantiu uma solução para o espaço e não cumpriu. A recuperação do telhado da Arena era uma promessa de campanha desde 2023 do então prefeito interino, e foi assumida oficialmente em entrevista ao EsporteSC pelo próprio prefeito em 1º de setembro daquele ano, há dois dias das eleições suplementares. “Quem estiver à frente da FME terá de entender que isso é uma prioridade”, disse, na ocasião. No entanto, após a primeira eleição, conforme o mandato do prefeito avançou, nada mudou.

Em 2024, às vésperas da segunda eleição, Vechi anunciou novamente a reforma do espaço, ainda durante o período pré-eleitoral. “Não dava mais para paralisar grandes jogos nacionais por causa de goteira. Era uma vergonheira só, mas isso agora vai acabar”, disse a época. Mais uma vez, no entanto, não cumpriu.

Enquanto isso, o esporte de Brusque agoniza e a Arena, que já foi palco de grande orgulho aos brusquenses, hoje virou sinônimo de descaso e preocupação. O último caso foi registrado no dia 3 de fevereiro, quando goteiras no teto voltaram a atingir a quadra e provocaram atraso de quase uma hora no início da partida da Superliga B Feminina, entre Abel Moda Vôlei e São Caetano.
Conforme imagens e relatos de torcedores presentes no local, a umidade causada pelas infiltrações comprometeu novamente as condições de jogo, exigindo intervenção para secagem da quadra antes da liberação da partida. O jogo – que teve cerca de uma hora de atraso – terminou com vitória da Abel por 3 sets a 1.




