A decisão da Prefeitura de Brusque de reduzir o expediente apenas para parte dos servidores municipais durante o jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 gerou uma onda de críticas e revolta nas redes sociais.
Conforme divulgado pela administração municipal nesta sexta-feira (26), a Prefeitura, fundações e autarquias, além dos setores administrativos do Samae, Secretaria de Obras, Saúde e Defesa Civil, encerrarão o expediente às 13h, na próxima segunda-feira. Já a Rede Municipal de Ensino, unidades de saúde, Samu, Farmácia Central e demais serviços considerados essenciais manterão o funcionamento normal.
A publicação oficial no Instagram rapidamente foi tomada por comentários de servidores e moradores, que classificaram a medida como um tratamento desigual entre categorias do funcionalismo público.
“Dois pesos, duas medidas. O patriotismo seletista libera a elite do ar-condicionado para a Copa, enquanto a Saúde e a Educação carregam Brusque nas costas”, escreveu uma internauta.
Outra servidora afirmou que “é uma pena que nem todos os servidores sejam tratados da mesma forma” e defendeu que, se a decisão é manter parte dos serviços funcionando, deveria haver igualdade de tratamento para todos.
As críticas também partiram de profissionais da Educação. Um dos comentários mais curtidos na publicação afirma que professores chegaram a ser informados sobre a possibilidade de expediente reduzido até as 13h30, mas posteriormente foram comunicados de que deveriam cumprir o horário normal de trabalho.
“Foi um vislumbre de humanidade e valorização da categoria. O decreto posterior cancelando tudo e nos convocando para o trabalho normal foi um balde de água fria”, diz trecho da publicação.
Outro comentário ironizou a situação: “Enquanto os bonitos da Prefeitura vão assistir em suas casas, os outros servidores ficam trabalhando. Esse é o Brasil que queremos?”
A repercussão foi tanta que a postagem acumula centenas de comentários e reações, evidenciando a insatisfação de parte dos servidores com a decisão adotada pelo governo municipal.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Brusque não havia se manifestado sobre as críticas ou sobre uma possível revisão da medida. O espaço segue aberto para posicionamento da administração municipal.



