CME suspende temporariamente conselheiro preso por suspeita de exigir dinheiro do Bolsa-Atleta de atleta PCD

Após prisão em flagrante por suspeita de exigir dinheiro de atleta, Maicon Cesari é afastado temporariamente do CME

por esportesc
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O caso envolvendo o afastamento do coordenador da Apavaeb e conselheiro municipal de esportes, Maicon Cesari, foi discutido nesta sexta-feira (18), durante reunião do Conselho Municipal de Esportes (CME) de Brusque. Maicon foi preso em flagrante pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) no dia 9 de setembro e é investigado por suspeita de exigir de um atleta beneficiado pelo Bolsa-Atleta o repasse de valores recebidos pelo programa. A Associação de Pais e Voluntários dos Atletas Especiais de Brusque (APVAEB), da qual Maicon é coordenador, negou irregularidades.

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A prisão ocorreu durante uma investigação da Polícia Civil nas proximidades da Arena Brusque. Segundo informações apuradas sobre o caso, a suspeita é de que o atleta teria sido induzido a sacar o benefício e entregar o dinheiro ao investigado. A Polícia Civil informou que a investigação continua. Maicon foi colocado em liberdade após audiência de custódia realizada no dia seguinte à prisão.

Além de atuar na APVAEB, Maicon integrava o Conselho Municipal de Esportes e também fazia parte da comissão responsável pela análise e definição dos beneficiários do Bolsa-Atleta. A situação gerou questionamentos sobre a permanência dele nas duas estruturas enquanto a investigação criminal está em andamento.

CME discute substituição

Durante a reunião desta sexta-feira, o principal encaminhamento relacionado ao caso foi a suspensão temporária de Maicon e sua substituição na comissão do Bolsa-Atleta. A medida ocorre em razão da investigação conduzida pela Polícia Civil. O presidente do CME, Delmar Tondolo, já havia afirmado anteriormente que o Conselho não faria um julgamento antecipado sobre o caso e que caberia às autoridades responsáveis pela investigação apurar os fatos.

A discussão, entretanto, não se limitou à retirada de Maicon da comissão. Também foi tratada a situação dele dentro do próprio Conselho Municipal de Esportes. A tendência definida pelo colegiado é de que o suplente André Marinho, o Deko, passe a ocupar temporariamente a vaga de Maicon no CME, enquanto o caso é acompanhado. A prefeitura de Brusque também prometeu uma investigação paralela.

Indicação para a comissão também foi questionada

Durante a reunião, o Conselho chegou a votar a indicação de Ana Regina Petermann para ocupar a vaga deixada por Maicon na comissão do Bolsa-Atleta. Entretanto, houve um questionamento sobre a possibilidade de Ana Regina ocupar a função, já que ela representa o Conselho Municipal do Idoso no CME e também é servidora pública municipal.

O questionamento levou o presidente Delmar Tondolo a suspender a indicação até que a questão seja analisada juridicamente. Com isso, a substituição definitiva dentro da comissão ficou pendente de uma nova definição.

Atualmente, a Comissão do Programa Arthur Schlösser de Incentivo ao Esporte (Bolsa-Atleta) é formada por cinco integrantes, conforme a legislação municipal: três representantes da FME, um do Poder Executivo e um representante não governamental do CME. “Caso a indicação permaneça, o governo passará a ter as cinco cadeiras da comissão”, alertou Sidney Silva, representante da imprensa no CME.

Compõem atualmente a comissão: Luiz Paulo de Souza e Silva (Superintendente da FME); Taís Cristóvão da Silva (chefe de Projetos de Iniciação Esportiva); José Carlos Costa (diretor de Esportes de Alto Rendimento); Victor Hugo Molina (diretor-geral de Gabinete).

Defesa de investigação também dentro do Conselho

Durante a discussão, Sidney Silva defendeu que, além da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil, seja realizada uma apuração administrativa sobre o caso dentro do próprio CME.

A justificativa é que as duas apurações possuem naturezas diferentes. Enquanto a Polícia Civil investiga eventual prática criminosa, uma análise administrativa verifica se houve descumprimento das regras do programa, quais procedimentos foram adotados e se houve falhas de fiscalização.

Sidney também defendeu que o CME acompanhe os procedimentos adotados pela Prefeitura e pela Fundação Municipal de Esportes em relação ao caso. O entendimento apresentado pelo presidente do Conselho, Delmar Tôndolo, foi de que a apuração administrativa deverá ser conduzida pela Prefeitura, não havendo, neste momento, necessidade de uma investigação paralela pelo próprio CME.