Os Jogos Comunitários de Guabiruba proporcionaram no último sábado (28) um daqueles momentos raros no esporte — e na vida. Mais do que disputas e resultados, a quadra virou palco de histórias que unem gerações, com mães e filhas jogando lado a lado e transformando cada ponto em emoção compartilhada.
Entre os destaques, a participação de Simone Pavesi e sua filha Nicole, de apenas 11 anos, marcou o público presente. Pela primeira vez atuando juntas, elas viveram um momento que vai muito além do placar. “Foi um momento que vai ficar guardado no meu coração pra sempre. Jogar ao lado da minha filha foi muito mais do que uma partida… foi indescritível. Nunca imaginei que, com 38 anos, estaria jogando ao lado dela com 11. Me sinto realizada”, contou Simone, atleta do bairro Guabiruba Sul.
A jovem Nicole ganhou oportunidade na equipe de forma inesperada, assumindo a função de levantadora e surpreendendo com sua atuação. “Achei que ela seria reserva pela idade, mas teve a oportunidade e se saiu muito bem. E graças a vocês, hoje tenho esse momento filmado. Eternamente grata”, comenta a mãe, orgulhosa.
Outra história que reforça a força desse vínculo é a de Simone Padilha e sua filha Carol, que já acumulam conquistas juntas nos Comunitários. Desde 2023, quando Carol tinha 13 anos, mãe e filha vêm escrevendo uma trajetória vitoriosa pelo bairro Lageado Baixo. Após um vice-campeonato na estreia, a dupla embalou uma sequência de títulos nas edições seguintes. “É uma sensação de grande orgulho poder jogar com a Carol e ver toda a evolução dela. Sempre fui exigente, porque sei do potencial que ela tem”, destacou Simone.
A história ainda promete novos capítulos, com a família projetando mais uma filha em quadra nos próximos anos. “Já estou preparando minha filha mais nova também. Muito provavelmente no próximo ano, a Nicole, com 12 anos, estará em quadra conosco também”, diz.
Já Patrícia Testoni e sua filha Duda, do São Pedro, protagonizaram um reencontro especial com o esporte — e entre si, dentro da quadra.
Após 13 anos afastada do voleibol, Patrícia voltou a jogar motivada pela filha, que já vinha se destacando em competições estaduais e nacionais. “Foi maravilhoso jogar com ela. Nós duas somos centrais, então viver isso juntas é incrível. Eu comemoro cada ponto dela… é uma sensação maravilhosa ver ela seguindo um caminho que eu gostaria de ter evoluído mais”, diz a mãe.
A experiência reacendeu a paixão pelo esporte e já tem continuidade garantida. “Foi uma alegria muito grande jogar os Comunitários. Vamos continuar, e já conversamos que ano que vem estaremos novamente em quadra”, finaliza Patrícia.
Mesmo sem conseguir ouvir todas as histórias, ficou evidente que muitas outras mães e filhas também viveram esse momento especial, reforçando o espírito dos Jogos Comunitários de Guabiruba.
Foto: Paulo Henrique Chaves/PS Photoart




