Problema das goteiras no telhado tira jogos da Superliga A da Arena Brusque

Abel Vôlei terá que mandar partidas no SesI após exigências da CBV; reforma do telhado segue sem sair do papel

por esportesc
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O problema que há anos atinge a Arena Brusque agora terá uma consequência direta para o principal projeto do voleibol da cidade. A Abel Vôlei, que está de volta à Superliga A na temporada 2026/2027, não poderá disputar os jogos da competição na Arena Brusque.

Conforme apurado pelo EsporteSC, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) fez exigências à equipe para que o ginásio pudesse receber partidas da elite nacional. Entre os pontos apontados estão a reforma do telhado da Arena e melhorias no sistema de iluminação. Até o momento, porém, nenhum dos dois problemas foi solucionado.

Consultado pela reportagem do EsporteSC, o diretor da Abel, Alexandre Luiz Olinger, confirmou a situação. “Estamos dependendo destes dois impasses. É uma exigência da CBV. Os jogos de outubro e novembro já estão definidos que serão no Sesi”, comentou.

A situação do telhado é especialmente preocupante porque não se trata de um problema novo. O EsporteSC acompanha e denuncia há anos as condições da cobertura da Arena Brusque, marcada por infiltrações e goteiras que já chegaram a comprometer a realização de partidas e eventos esportivos.

Em outubro de 2025, inclusive, depois de varias promessas, o governo Andre Vechi anunciou a contratação de uma empresa para realizar a recuperação do telhado, em um contrato de aproximadamente R$ 480 mil, com previsão de conclusão em dois meses. A obra, entretanto, mais uma vez ficiu na promessa e sequer chegou a ser iniciada. Em fevereiro deste ano, o EsporteSC mostrou que, meses, o problema permanecia sem solução.

Arena Brusque segue com goteiras e problemas no telhado após anos de promessas – Fotos: EsporteSC

Arena ficou novamente para trás

O cenário chama ainda mais atenção pelo momento vivido pelo voleibol brusquense. Em março, a Abel Vôlei conquistou o título da Superliga B diante de 3.500 torcedores na própria Arena Brusque e garantiu o retorno à elite do voleibol nacional. Agora, justamente na temporada em que Brusque volta a receber os principais clubes do país, o ginásio que deveria ser a casa da equipe não reúne as condições exigidas pela entidade que organiza a competição.

Conforme apurado pelo EsporteSC, a Prefeitura também alegou falta de recursos e não demonstrou inicialmente interesse em realizar o investimento necessário na iluminação, outro item apontado pela CBV.

Com isso, a Abel Vôlei terá que buscar uma alternativa para mandar suas partidas. A solução encontrada é o ginásio do Sesc, que possui capacidade de público significativamente inferior à Arena Brusque — com menos de 20% da capacidade do principal ginásio da cidade.

Na prática, além de perder o fator casa em termos de estrutura e capacidade de público, Brusque também deixará de receber uma parcela importante da movimentação proporcionada por partidas da Superliga A justamente nos primeiros meses da competição.

Nova promessa de obra

Existe, segundo apuração do EsporteSC e conforme informado por Olinger, a expectativa de que nos próximos dias finalmente tenha início uma nova etapa da reforma do telhado da Arena Brusque. Mesmo que a obra comece agora, porém, o problema não será resolvido a tempo de evitar a mudança dos jogos de outubro e novembro.

Ou seja: a Arena poderá até passar por uma nova tentativa de recuperação, mas o atraso na solução do problema já produziu uma consequência concreta — Brusque terá um time na elite do voleibol brasileiro, mas não poderá utilizar sua principal arena esportiva como casa nos primeiros meses da competição.

Um problema que se arrasta há anos

A situação atual é mais um capítulo de um problema que atravessa diferentes administrações municipais. Em julho de 2024, o próprio prefeito André Vechi havia anunciado ao EsporteSC que a Prefeitura faria a reforma do telhado da Arena e que a obra começaria naquele mês. Na ocasião, o investimento anunciado era superior a R$ 500 mil.

Em outubro de 2025, depois de novos problemas e da repercussão de um acidente provocado por uma quadra molhada durante uma competição, foi anunciada a ordem de serviço para a recuperação da cobertura.

Quase um ano depois do anúncio de 2024 e meses após a ordem de serviço de 2025, a Arena ainda não conseguiu cumprir uma das exigências necessárias para receber novamente partidas da Superliga A.