Sidney Silva
Direto da Cidade do México
Enquanto o México vive a euforia da Copa do Mundo e vê suas ruas tomadas por torcedores celebrando o futebol, uma outra realidade segue paralela – e muito mais silenciosa. É a das chamadas “mães buscadoras”, mulheres que há anos percorrem o país em busca de filhos desaparecidos. Confira.
Transformadas pela dor, elas se tornaram símbolo de resistência em meio a um problema que atravessa o cotidiano mexicano. Sem respostas das autoridades e, muitas vezes, sem qualquer pista concreta, essas mães vasculham terrenos, enfrentam o medo e insistem em não deixar que seus casos sejam esquecidos.
Agora, com a visibilidade global trazida pelo Mundial, elas enxergam uma possível oportunidade de amplificar essa luta. A esperança é que a atenção internacional ajude a pressionar o poder público mexicano por respostas e avanços nas investigações. Em meio à festa do futebol, elas lembram que, longe dos estádios e das celebrações, há famílias inteiras que seguem vivendo uma espera sem fim – e uma busca que não terminou.
Quem são?
Madres buscadoras , também chamadas de madres rastreadoras (“mães buscadoras” em português), são ativistas mexicanas que buscam seus entes queridos desaparecidos (principalmente, mas não exclusivamente, crianças) ou seus restos mortais, e justiça para a atual crise de pessoas desaparecidas no México . Algumas madres buscadoras trabalham individualmente, enquanto outras atuam como parte de coalizões maiores. O MNDM, ou Movimiento por Nuestros Desaparecidos en México, é uma coalizão de 80 desses grupos, fundada em 2015.
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