Itajaí poderá receber até 500 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 271 milhões durante a passagem da The Ocean Race 2027. A cidade catarinense será, entre 31 de março e 18 de abril, a quinta escala consecutiva da maior regata de volta ao mundo e a única parada brasileira da competição.
Os primeiros veleiros são esperados a partir de 31 de março, após a travessia entre Auckland, na Nova Zelândia, e o litoral brasileiro, incluindo a passagem pelo desafiador Cabo Horn. A lista definitiva de inscritos ainda não foi divulgada, mas o regulamento abriu inicialmente dez vagas para os barcos da classe IMOCA 60, o que representaria até 40 atletas, quatro por embarcação, além de um repórter embarcado em cada equipe.
A projeção inicial aponta para 420 mil visitantes durante o funcionamento da Vila da Regata, com possibilidade de chegar a meio milhão. Caso o número máximo seja alcançado, o público será 31% superior às 381 mil pessoas registradas em 2023.
O impacto econômico também deverá crescer. Na edição de 2023, a passagem da regata movimentou cerca de R$ 195,6 milhões. Para 2027, a estimativa chega a R$ 271 milhões, um aumento de quase 39%. A movimentação deverá beneficiar setores como hotelaria, gastronomia, comércio, transporte, prestação de serviços, geração de empregos e indústria náutica.
Percurso desafiador
Antes de chegar a Itajaí, os competidores enfrentarão um dos percursos mais exigentes da história da The Ocean Race. A largada está marcada para 17 de janeiro de 2027, em Alicante, na Espanha. De lá, a frota seguirá para Auckland, em uma travessia de aproximadamente 14 mil milhas náuticas, considerada a mais longa etapa de abertura da história da competição.
Depois da passagem pela Nova Zelândia, os velejadores atravessarão o Oceano Sul, contornarão o Cabo Horn e seguirão em direção a Santa Catarina.
A disputa será realizada com os IMOCA 60, veleiros equipados com foils e capazes de superar os 30 nós, velocidade equivalente a aproximadamente 55 km/h. Cada equipe terá quatro velejadores de pelo menos duas nacionalidades e deverá contar obrigatoriamente com ao menos uma mulher.
Marina Itajaí participa da organização
A realização da etapa brasileira também conta com a participação de Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí. Na edição de 2023, quando atuou como gerente náutico da The Ocean Race no Brasil, o executivo acompanhou a largada em Alicante e auxiliou a Prefeitura de Itajaí na organização da parada latino-americana.
“Receber até 500 mil visitantes em 19 dias mostra que a The Ocean Race ultrapassou o esporte e se tornou uma plataforma de desenvolvimento para Itajaí. A chegada dos veleiros mobiliza toda uma cadeia, da hotelaria e da gastronomia aos estaleiros e prestadores de serviços náuticos. O principal legado é apresentar ao mundo uma cidade preparada para receber grandes competições, embarcações e investimentos”, afirmou Carlos.
A relação da Marina Itajaí com a competição vem de outras edições. Em 2018, o complexo recebeu cerca de 90 embarcações de visitantes, atingiu 100% de ocupação das vagas molhadas e registrou aproximadamente 5 mil pessoas durante o evento. O local também serviu como ponto de embarque e desembarque para torcidas, equipes de apoio, jornalistas e navegadores.
Em 2023, a Marina Itajaí participou como patrocinadora oficial, ofereceu tarifas especiais e abriu reservas limitadas para embarcações que chegaram à cidade pelo mar. A edição de 2027 marcará a 11ª passagem da The Ocean Race pelo Brasil e deverá reforçar a posição de Itajaí como um dos principais destinos da vela oceânica e do turismo náutico na América Latina.
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