Home Futebol Após fim da parceria com o NEC, Barroso segue sem futebol profissional em 2021

Após fim da parceria com o NEC, Barroso segue sem futebol profissional em 2021

Foco do clube agora será em projetos sociais

por Álvaro José
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O Clube Náutico Almirante Barroso continuará com o futebol profissional parado em 2021. Depois de uma parceria de quase 5 anos com o NEC que se encerrou no ano passado, a equipe agora seguirá novamente seu próprio caminho a partir dessa temporada.

Segundo o diretor de esportes, Atair João Vailhaite, o futebol profissional não se beneficiou com a última parceria que começou em 2016. Em campo, o NEC Barroso até conquistou bons resultados, como por exemplo dois títulos da Série B do Campeonato Catarinense, mas o legado não ficou para a equipe de Itajaí.

A última grande competição que o Barroso participou foi a segunda divisão catarinense em 2019. O clube fundado em 1919 conquistou, no ano do centenário, o bicampeonato Catarinense da Série B. A disputa da primeira divisão em 2020 não foi possível devido ao rompimento da parceria. A venda do NEC no ano passado para um grupo de Curitiba deu fim de vez ao acordo, sem deixar uma estrutura que possibilitasse ao Barroso condições de seguir caminho solo no futebol profissional. A negociação com o NEC foi em forma de arrendamento. O Barroso alugou sua estrutura para a equipe que usava também o nome do Alviverde. “O clube até conseguiu o acesso à primeira divisão catarinense, mas o contrato não foi lucrativo e o futebol não se consolidou”, explica o diretor de esportes, Atair João Vailhaite. Sem opção, o fim da parceria obrigou o centenário clube itajaiense a deixar o esporte profissional desativado.

“O clube até conseguiu o acesso à primeira divisão catarinense, mas o contrato não foi lucrativo e o futebol não se consolidou”, Atair João Vailhaite, diretor de Esportes do Almirante Barroso

Conforme a diretoria do NEC, o foco agora passará a ser um projeto social que vai abranger, além do futebol, tênis e natação. (Saiba mais aqui) Para o futebol voltar a funcionar, o clube precisa de uma reestruturação. Segundo o presidente alviverde, Hélio Orsi, isso passa por uma reforma do estádio. “São 24 mil metros quadrados de área. E para que o clube possa atender as normas exigidas pela federação uma grande reforma precisa ser feita. Essa reforma exige investimento alto”, ressalta. O presidente afirma que “o Barroso por si só não tem como fazer o investimento”.

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Cláudio Luiz Teixeira, diretor financeiro do clube, destaca que parcerias são necessárias para que haja um planejamento sólido.   “Sem dinheiro não se faz nada no futebol e sem uma parceria que queira investir não temos condições de levantar o futebol”., comenta. Por isso, segundo ele, é mais viável para o clube, no momento, investir em projetos sociais.