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Expectativa com a volta das atividades esportivas em Santa Catarina

Emerson Moraes, proprietário de um complexo esportivo é defensor e se sente aliviado com o retorno.

por Lúcia Chaves
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De acordo com a enquete realizada no perfil do Esporte SC Lages, 91% dos seguidores são a favor da volta dos esportes em Santa Catarina. Emerson Moraes, proprietário de um complexo esportivo está entre os favoráveis.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) publicaram terça-feira (27) uma portaria para novas regras das atividades esportivas.

A definição foi tomada a partir de dois pontos fundamentais, esporte é importante para a saúde dos praticantes e, com a proibição a economia sofreu grande impacto. “Avalio que o ramo nem deveria ter parado, pois o esporte não é apenas diversão e sim saúde”, relata Emerson.

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Ele conta ter sido extremamente dificultoso ficar tanto tempo parado com a suspensão das atividades esportivas. “Várias pessoas dependiam dessa renda para sobreviver, relatos de falência e depressão em pessoas que simplesmente queriam trabalhar. Graças a Deus, voltamos”, diz Emerson.

“Várias pessoas dependiam dessa renda para sobreviver, relatos de falência e depressão em pessoas que simplesmente queriam trabalhar. Graças a Deus, voltamos”, ressalta Emerson Moraes.

Com a diminuição das restrições, o jovem empreendedor começará do zero a busca para diminuir os prejuízos. “A última vez que abri o complexo esportivo foi quando Lages estava laranja no mapa de risco do estado. Trabalhávamos com medo, agora com as mudanças consigo voltar ao ganha pão”, explica o jovem.

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Emerson conta ter prejuízo com a paralização e luta contra a ansiedade. “Pessoas para não perderem o estabelecimento tiveram que vender bens para manter vivo o negócio. Minha maior dificuldade é lutar contra a ansiedade e as dívidas, estou sem renda e os bancos não param de ligar, ninguém ajudou ninguém nesse período”, desabafa o empreendedor.

“Pessoas para não perderem o estabelecimento tiveram que vender bens para manter vivo o negócio. Minha maior dificuldade é lutar contra a ansiedade e as dívidas, estou sem renda e os bancos não param de ligar, ninguém ajudou ninguém nesse período”.

O horário de atendimento do complexo esportivo era das 18h até meia-noite, com a restrição de horários o funcionamento pode ir até às 22h. O empreendedor diz que essa restrição atrapalha na procura pelo complexo e muitas pessoas tem medo de frequentar pela situação atual da cidade. “Minha expectativa é que possamos viver novamente desse trabalho que amamos tanto”, finaliza Emerson.

Foto: Divulgação